Os amantes

Aos ditos no vento, reedito em sincronia de olhos arregalados do medo de serem pego

Aos momentos venturosos de amor proibido no centro do vergonhoso medo de ter o medo.

Ao deslize de não pensar e fluí em minha crosta de amor inventado desconhecido – há nao sei!

Nao sei se me desligo ou ligo ao conturbado deslize de não te olhar, nao tocar, nao sentir e de não temer.

O roubo

Tiraram meus olhos,
Tiraram minhas mão,

Tiraram meus pés

Tiraram as palavras,
Palavras, palavras
Tiraram-me o sentido, tiraram-me à força.

Mas não tiraram o manto do desconhecido, o que de fato me apavora e me deixa em êxtase. Sanguíneo…

Aonde foi que me acomodei com as correntes? Onde me deixei levar com os ventos? Onde me permiti ser quem não queria ser? Onde se iniciou o A, B, C? Onde me despi de mim? Não quem é você? Quem sou eu? Quem é vós? Quem quem?

Tiraram-me a pupila
Tiraram-me a luz
Tiraram-me o espírito a palavra
Tiraram-me

O jogo de não enteder

Um certo dia, me perguntaram se poderia responder o que era de fato o amor.

No primeiro momento pensei; O que é o amor? Ja no segundo ao repetir a mesma pergunta me encontro em minha trajetória, onde me posiciono em cada traço dos momentos vivido.

reorganizo período por período em busca do amor.
Histórias mal compreendida, silêncio sufucador e omissões de abraços…

Mas e o amor?

o amor é clandestino, em alguns momentos tinha a receita do amor propriamente dito e sabia interpretá-lo com poucas palavras.

Já no outro era totalmente escuro incerto.
Decidi delicadamente não entender o amor.

Se por um segundo desafiar a mim ou quem quer que seja a entender o amor de onde vem, como é, se é “aquilo” ou “isso” e ter toda a certeza que se pode colocar em algo propositalmente, nao irei, digo, nao irei querer o amor.

Arrisco tudo que posso em um casino qualquer e jogo-me a nao entender o meu amor clandestino.

Me arrisco a andar em areia movediça para nao saber o que é, de onde vem e que sentido trás.

Não quero certeza, não quero exatidão, quero flutua no amor desconhecido

Como areia

Estava na procura de alguma coisa que vim perder ao longo dos passos do tempo
Alguma coisa do tipo não descritivo,
Vazio
Cheio
Assustado
Forte
Temido
Alguma coisa perde-te em mim,
Alguma coisa faltou em mim,
Alguma coisa, que pelo áspero não estava comigo ou em minha órbita.
Estava perdido, escondido pelo mais secreto eu que nem sei quem é,
Parti
Parti na busca de me perder
E me perdi,
Perdi em mim o que não é perdido,
Perdi no outro o que do outro é,
Amei perde-te
Perde-te amei
No perder me encontro e logo me perco, porque amei perder-me,
Ando na busca de me perder cada vez mais,
Perderas-te, é vida, todos deveriam em algum momento perder algo,
Um certo dia perdi um dinheiro e não o encontrei, pois o buscava demais,
No outro dia estava exausto do dia e lá estava ele ao chão perdido.
Porque perder é poético,
É luta, é derrota, é se arriscar no desconhecido
E perde-te é o que falta é o que inspira e aspira o perder,

Cada vez mais, quero me perder em pequenos fragmentos
Em catastrófico tsunami
Porque perder é ganhar olhos é andar em sonho e esta ligado na humanidade de humano perdido
Perder, é se arriscar a perder cada vez mais, mais que o próprios termo, PERDER
E por isso encerro me perdendo no dia a dia como um CD antigo

A cura

Estou me curando para transcender em outros amores incerto.

Sinto o pródigo, amarei novamente, não agora, mas amarei o milenio, o futuro, o tempo que odiei e o culpei por ser tempo

De tempo em tempo vou amar, como o primeiro, como último dia também;

amarei seguramente o tempo o milésimo e o outro, sem temer que o tempo acabe,

Certo dia, a ideia de um futuro se censurou em mim e agonizei nas perspectiva de um outro, não um outro qualquer, um outro tempo.

Amor flutuante

Havia corpos pulando da ponte ao horizonte

corpos rasgado sem brilho do escuro inerte a ponte

Havia corpos que de vivencias escolheram desviver

Corpos surrado,
Corpos que choravam,

Porque chora corpo? E o corpo caia da ponte ao chão.

corpos surrado

corpos com ausência de beijo ou de um simples eu te amo.

E eu te amo corpo surrado,
amo te como tu és

Amo te da queda ao chão
Amo te com suspiro e sem suspiro

Amo tê suspeitar amar em queda

Uma história qualquer

Quero acorda durante a madrugada e me perder durante horas em seu corpo sobre o meu com a profundidade de um dia inteiro,

Quero brigar com você por coisas boba e me virar de lado com todo charme da revolta que sua voz iguala ao vazio do quarto e ao timbre ruido de exaltação

Quero me banhar com voce colando a minha boca na sua boca, despido de qualquer vergonha que pousará durante a noite

Quero inventar uma vida onde caiba dois em qualquer lugar.

Quero desistir de qualquer sentimento mecânico que me sufoca que te sufoca ao idealismos de sua perfeição

Quero me perder no som vazio da ligação, onde o assunto se queima e renasce em uma respiração

Quero sentir o gosto da comida em sua boca ou a noite mal dormida em seu lábio

Quero me desfazer e me refazer em sequência sem qualquer medo sem qualquer perturbação, que isole o dia ruim do dia bom

Quero todo sentimento que o estado de graça e desgraça trás

Quero esquecer todas as vidas passadas e viver a vida que inventamos juntos

Quero a certeza de dizer que tudo ou quase tudo que vivemos valeu
Significamente cada minuto com seus toques, com seu falar, com suas broncas, com sua chatice com seu amor gratuito que me vale ilhas, paises e rios de tão simbólico que é.

Quero poder me amar sem medo de vivencias passadas me abolir de sua penosa estrutura lírica do cantar

Quero escrever um livro onde sua linearidade se desfaça e prossiga como dois amantes do medo

Quero lembrar da escolha que fiz ao desligar a luz e sentar na sua frente enquanto falava coisas que são só coisas

Quero me lembrar do primeiro beijo que tirou a roupa e que desnuda o quarto da cama com o balé da lua de outono em meio ao asfalto frio das ruas cinzas

Quero me lembrar das três palavras que disse exclusivamente da última (-você vai voltar ?)

A metamorfose do dia

Acordei numa manhã preta, olhos fusco com neblina de um dia escuro.

Acordei em uma hora negra. Levanto-me e enxergo os meus olhos arregalado, meu lábio carnudo e grande, sequencialmente de um nariz achatado.

Acordei no milésimo suspiro de um ar trigueiro, mas trigueiro mesmo…

Acordei em uma rotina cheia de melanina e me vi preto, preto pretinho quase um carvão.

Acordei de frente ao espelho onde vi ou melhor, onde me vi pela primeira vez preto da boca grande dos olhos arregalado do nariz achatado, imediatamente vi outros pretos, de olhos arregalado, de boca carnuda e de nariz achatado.

Acordeu numa manhã e vi gente preta ou melhor me vi com a gente preta.

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